sexta-feira, 30 de julho de 2010

"As 100 melhores cidades para fazer carreira"

A edição de julho da revista Você s/a traz uma reportagem especial, que classifica "as 100 melhores cidades para fazer carreira" no país. A edição online ainda não está disponível porque a revista ainda está nas bancas, mas por este link vocês podem conferir daqui mais ou menos uma semana o conteúdo exclusivo, ok?

Mas, enquanto isso, vou adiantando aqui a parte que nos interessa... Londrina ficou em 30º lugar no ranking nacional, 5º lugar no ranking regional (Região Sul) e 2º lugar no Paraná. Não irei falar diretamente sobre o ranking nacional, apenas das cidades paranaenses e da Região Sul. Assim, as 10 melhores da Região Sul são:
  1. Porto Alegre (RS) - 5ª no ranking nacional
  2. Curitiba (PR) - 9ª no ranking nacional
  3. Florianópolis (SC) - 15ª no ranking nacional
  4. Itajaí (SC) - 22ª no ranking nacional
  5. Londrina (PR) - 30ª no ranking nacional
  6. Maringá (PR) - 33ª no ranking nacional
  7. Caxias do Sul (RS) - 36ª no ranking nacional
  8. Canoas (RS) - 38ª no ranking nacional
  9. Passo Fundo (RS) - 42ª no ranking nacional
  10. Santa Maria (RS) - 44ª no ranking nacional
Pouca coisa mudou no ranking regional, Londrina manteve a posição do ano passado, mas perdeu 6 posições no ranking nacional - Londrina era a 24ª - e Maringá passou Caxias do Sul, mas também perdeu posições no ranking nacional - era a 30ª. Devem estar perguntando: o que Itajaí faz na frente? Itajaí tornou-se o 2º maior porto do país, ultrapassou Paranaguá faz tempo. Desde que o ex-governador Requião assumiu, Paranaguá entrou em decadência... Por mais controverso que tenha sido a gestão do ex-governador Jaime Lerner, na época dele, Paranaguá era o 2º maior porto da América Latina. As 6 melhores do Paraná são:
  1. Curitiba
  2. Londrina
  3. Maringá
  4. São José dos Pinhais - 77ª no ranking nacional
  5. Cascavel - 80ª no ranking nacional
  6. Ponta Grossa - 96ª no ranking nacional
* O Paraná não pontuou mais que 6 cidades no ranking. Ano passado, mostrava também Guarapuava. Rio Grande do Sul teve 10 cidades e Santa Catarina ficou com 7 cidades entre as 100 melhores para se trabalhar no país. Além das já citadas, teve também:
  • Joinville (SC) - 55ª no ranking nacional
  • Blumenau (SC) - 56ª no ranking nacional
  • Rio Grande (RS) - 57ª no ranking nacional
  • Pelotas (RS) - 63ª no ranking nacional
  • São José (SC) - 71ª no ranking nacional
  • Bento Gonçalves (RS) - 73ª no ranking nacional
  • São Leopoldo (RS) - 84ª no ranking nacional
  • Chapecó (SC) - 87ª no ranking nacional
  • Cricíuma (SC) - 90ª no ranking nacional
  • Novo Hamburgo (RS) - 92ª no ranking nacional

Capa da revista que circula em todo o país, essa reportagem com "as 100 melhores cidades para fazer carreira" cria capas regionais também, por isso, a que está nas bancas aqui é diferente desse modelo



















A revista destacou Londrina pela geração de empregos no setor da construção civil e no mercado atacadista. Disse também que a Região Sul está se profissionalizando cada vez mais e diversificando a sua cultura e produção, principalmente, no setor de tecnologia. Assemelha-se muito com a Região Sudeste, apontada pela revista como ainda a melhor região do país para fazer carreira.

Aponta também o aumento da renda no Sul, onde os empregadores precisam oferecer salários maiores do que os que estavam acostumados, pois está havendo uma debandada de profissionais qualificados do Sul para o Sudeste e Centro-Oeste, regiões que estão oferecendo melhores salários. O Sudeste já é conhecido pelos melhores salários, justamente por possuir inúmeras universidades renomadas em todo o país e também por possuir as maiores empresas do Brasil. O Centro-Oeste já é o oposto, justamente por não ter universidades muito renomadas ou muitas empresas de grande porte, precisa de profissionais de fora, logo, oferece bons salários para atraí-los.

Confira a quantidade de cidades por estados no ranking nacional:
  1. São Paulo - 30 cidades
  2. Rio de Janeiro - 10 cidades
  3. Rio Grande do Sul - 10 cidades
  4. Minas Gerais - 9 cidades
  5. Santa Catarina - 7 cidades
  6. Paraná - 6 cidades
  7. Espírito Santo - 4 cidades
  8. Goiás - 2 cidades
  9. Rio Grande do Norte - 2 cidades
  10. Paraíba - 2 cidades
  11. Mato Grosso - 2 cidades
  12. Mato Grosso do Sul - 2 cidades
  13. Distrito Federal - 1 cidade
  14. Pernambuco - 1 cidade
  15. Bahia - 1 cidade
  16. Ceará - 1 cidade
  17. Amazonas - 1 cidade
  18. Pará - 1 cidade
  19. Maranhão - 1 cidade
  20. Sergipe - 1 cidade
  21. Piauí - 1 cidade
  22. Alagoas - 1 cidade
  23. Tocantins - 1 cidade
  24. Rondônia - 1 cidade
  25. Roraima - 1 cidade
  26. Acre - 1 cidade
* A ordem dos estados foi conforme suas cidades apareciam no ranking geral, por exemplo: RJ e RS empataram no número de cidades, mas RJ ficou na frente por que Rio de Janeiro, capital, está melhor colocada do que Porto Alegre.

A título de curiosidade, apenas Amapá não pontuou nenhuma cidade e nos estados com apenas 1 cidade, essas são suas respectivas capitais. Aqui, apontarei as 10 melhores cidades de todo o país:
  1. São Paulo (SP)
  2. Rio de Janeiro (RJ)
  3. Barueri (SP)
  4. Vitória (ES)
  5. Porto Alegre (RS)
  6. Belo Horizonte (MG)
  7. São Caetano do Sul (SP)
  8. Campinas (SP)
  9. Curitiba (PR)
  10. Brasília (DF)
Entendendo um pouco sobre como funciona a pesquisa, ele é coordenada pelo prof. Moisés Balassiano, da Fundação Getulio Vargas (FGV), e analisa 127 cidades, considerando os municípios mais populosos e com maiores depósitos bancários. Uma vez feita essa triagem, as cidades são avaliadas com base nos seguintes indicadores: educação, vigor econômico e saúde.

O item educação é o de maior peso na pesquisa e considera o número de cursos de graduação, de mestrado e de doutorado, além do número de graduados. São avaliados também o PIB municipal, divulgado pelo IBGE, e a infraestrutura de serviços de saúde.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Fim dos flanelinhas? Novos tempos?

Conforme eu havia escrito no post "Flanelinhas loteando as ruas... e nós???", a Prefeitura implantou a Guarda Municipal de lá pra cá e nesta semana começou a atuar no Centro Cívico, expulsando os flanelinhas que "trabalhavam" lá! Eram em torno de 10-15 ao redor do Fórum, da Prefeitura, da Câmara e na r. Pres. Costa e Silva (a rua abaixo, que margeia o parque do Lago I).

Apenas atualizando as pessoas de um assunto que o blog já havia comentado que poderia ser a solução para o fim dos flanelinhas, a Guarda Municipal. Agora, a Secretaria de Assistência Social precisa encaminhar essas pessoas para algum programa de realocação de postos de trabalho, assim, evitando que eles acabem na marginalidade.

"Relojão" descaracterizado...

Voltando aos assuntos do blog... Este post poderia ser da seção "Você sabia?", mas devido a descaracterizações recentes será mais denunciativo mesmo.

Aproveitando a discussão sobre a Lei Cidade Limpa londrinense, eu andei reparando as atrocidades que um estabelecimento comercial vem causando em nossa cidade desde sua vinda para solo pé-vermelho há pouco menos de 5 anos. Refiro-me a poluição visual que a Farmácia Nissei vem fazendo em todos os pontos no qual se instalou.

Mas o pior de todos foi mexer na caracterização de um prédio tão importante na história de Londrina, o Ed. América. Ao se instalar no térreo deste edifício, começaram as descaracterizações:
  • tamparam parte das esquadrias que seguem o corpo do edifício;
  • mudaram as cores do térreo em relação ao conjunto da obra;
  • colocaram vários letreiros (5 letreiros em pouco mais de 20m de fachada!!!);
  • pintaram o "relojão" que fica no topo do edifício.
Ou seja, não contente em descaracterizar o térreo do América, resolveram descaracterizar TAMBÉM o nosso “Relojão”! Importantíssimo marco no Centro e na história da cidade, que agora é amarelo, uma cor berrante para algo que já chama a atenção por si só. Londrina completou 75 anos, uma cidade nova que ainda não aprendeu a preservar sua história e os símbolos que a representam.

Pra quê os 5 letreiros??? Acho que tem gente de marketing e propaganda meio desatualizados... E pra quê pintar o "Relojão" de amarelo??? Então, quer dizer que a imagem da marca é mais importante do que a imagem do monumento diante a história de Londrina?

Na época, houve protestos tímidos da Secretaria de Cultura, mas ficou só nisso também... Esse é o grande problema de Londrina: muita gente quer falar, mas tem vergonha ou medo... O mesmo vale pra reforma do Calçadão, quando os orgãos e entidades competentes resolveram se pronunciar, já era tarde e tava feita a ca-ga-da!

Precisamos de gente mais antenada na Prefeitura com o nosso patrimônio arquitetônico e histórico... Espero que com a Lei Cidade Limpa e com a Lei do Patrimônio Histórico, que ainda será aprovada, o Poder Público possa agir com mais rigidez e evitar que essas falhas passem impunes.

Aproveitando, fica novamente a discussão sobre qual paisagem urbana queremos para a nossa cidade, a dos outdoors e letreiros passageiros e provisórios ou a dos monumentos que sempre existirão (ver post "Lei Cidade Limpa: sim ou não?" e "Poluição visual... E a paisagem urbana?")?

O Ed. América é projeto de 1957, seu autor é o Arquiteto-Engenheiro João Serpa Albuquerque, de São Paulo, o "relojão" mede 6,5x6,5m e possui uma base com 3,5m de altura, foto de Yutaka Yasunaka (vista a partir do Bosque, repare na antiga Catedral)











O edifício concentrava os escritórios de corretores e exportadores de café na "Capital Mundial do Café", como Londrina era conhecida na época, ele era considerado o centro nervoso da cidade e foi totalmente abalado na geada de 1975, que dizimou os cafezais, foto de Yutaka Yasunaka (vista a partir do Ed. Bosque)









O "relojão" sempre foi branco e, agora, ele é amarelo por causa da marca que o mantém... durante toda a sua história, ele já teve 4 patrocinadores: BCN, Banco América, Livraria Central e Sercomtel - todos mantiveram a cor original, por quê o quinto patrocinador tinha que ser diferente??? Foto do autor















E não contente, descaracterizou o térreo do edifício e tudo sob a justificativa de que está fazendo um "favor" para a cidade ao cuidar do prédio histórico... "cuidar" virou sinônimo de "acabar"??? Foto do autor

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Descontraindo... (filosofia de butiquim)

Novamente, vou descontrair mais um pouco o blog com outros assuntos. Recebi este e-mail há um tempo e é interessante, a princípio, mas cômico no final... Um pouco de filosofia... de butiquim!

"Um professor de filosofia parou na frente da classe e sem dizer uma palavra, pegou um vidro de maionese vazio e encheu com pedras de uns 2cm de diâmetro. Então, perguntou aos alunos se o vidro estava cheio. Eles concordaram que estava. Então, o professor pegou uma caixa com pedregulhos bem pequenos, jogou-os dentro do vidro, agitando-o levemente. Os pedregulhos rolaram para os espaços entre as pedras. Ele então perguntou novamente se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram: 'agora, sim, está cheio!' - Então, o professor pegou uma caixa com areia e despejou-a dentro do vidro preenchendo o restante.

Assim, disse o Professor:
'Eu quero que vocês entendam que isto simboliza a sua vida... As pedras são as coisas importantes: sua família, seus amigos, sua saúde, seus filhos, coisas que preenchem a sua vida. Os pedregulhos são as outras coisas que importam: o seu emprego, sua casa, seu carro... A areia representa o resto: as coisas pequenas. Se vocês colocarem a areia primeiro no vidro, não haverá mais espaço para os pedregulhos e as pedras. O mesmo vale para a sua vida. Cuidem das pedras primeiro, das coisas que realmente importam. Estabeleçam suas prioridades. O resto é só areia!'

Mas, então, um aluno pegou o vidro que todos concordaram que estava cheio e perguntou novamente se o vidro estava cheio. Os alunos concordaram novamente. Então, ele derramou um copo de cerveja dentro do vidro. Claro, a areia ficou ensopada com a cerveja preenchendo todos os espaços restantes dentro do vidro e fazendo com que ele desta vez ficasse realmente cheio.

Então, o aluno disse:
'Não importa o quanto sua vida esteja cheia de coisas e problemas, sempre sobra espaço para uma CERVEJINHA...'

..."

(sic)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Atenção! CMTU adquire radar móvel!

Conforme eu adiantei no post "Atenção! Novos radares em operação!", a CMTU adquiriu um radar móvel e a partir desta quarta-feira de manhã, vulgo, amanhã, ele estará em operação já nas ruas de Londrina. Antes, a CMTU utilizava um radar móvel emprestado.

A primeira avenida que terá fiscalização eletrônica de velocidade será a av. 10 de dezembro, onde semana passada tiveram três mortes em acidentes diferentes. O trânsito de Londrina foi muito violento neste mês de julho, não só nessa avenida, mas em outros pontos da cidade tivemos acidentes graves com vítimas.

A culpa é na maioria das vezes dos motoristas imprudentes, mas há também alguns casos em que a sinalização é deficiente, como na maioria das rotatórias da cidade, e em outros casos em que a geometria das ruas contribui para o erro.

Então, motoristas de plantão, vamos dirigir corretamente respeitando os limites e a sinalização horizontal (aquela que tá pintada no chão) e a sinalização vertical (as placas e semáforos). Por mais óbvio que seja, é sempre bom lembrar das aulas que tivemos nos CFCs (Centro de Formação de Condutores), ou as auto-escolas.

* Nunca entendi o termo "auto-escola"! É uma escola que aprende sozinha? É um aluno que aprende sozinho, autodidata? É um conhecimento adquirido? Enfim, divagações...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Você sabia? (rodoviária)

O quinto post da seção "Você sabia?" será dedicado a atual rodoviária de Londrina. O nome oficial é Terminal Rodoviário José Garcia Villar. Apesar de muitas contradições e contos populares, ela é projeto do Arquiteto Oscar Niemeyer, sim. Mas, em partes... Como assim?

Niemeyer foi contratado pela Prefeitura de Londrina, na primeira gestão do ex-prefeito Antônio Belinati, para projetar uma nova rodoviária. Assim, como de costume, Belinati foi acusado de superfaturar as obras e o dinheiro acabou. E, como de costume também, ele deixou a bomba para o próximo prefeito, o saudoso Wilson Moreira (1923-2008). Na época não existia a Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada no governo FHC, que impede que prefeitos façam isso que o Belinati fazia nas suas gestões.

O ex-prefeito Wílson Moreira, que era Engenheiro Civil, modificou o projeto para poder concluí-lo, Belinati havia deixado uma dívida enorme. A principal modificação é na cobertura e na torre central, que apesar de muitos falarem, ela não era pra ser um restaurante giratório. A cobertura era pra ser uma casca de concreto armado (algo semelhante ao Congresso Nacional), o que ficaria muito caro e demorado na época e, por isso, mudou-se para a estrutura metálica atual. As obras da rodoviária já estavam muito atrasadas e duraram 9 anos... Assim, Niemeyer não reconhece o projeto como de sua autoria porque essa modificação altera a plasticidade de sua obra em concreto armado, marca de seus projetos.

Porém, muito de Niemeyer ainda pode ser visto na rodoviária, como a entrada - você chega por um achatado e largo corredor até subir as escadas aos poucos e ir observando um novo espaço, que fará a transição entre Londrina e o destino pretendido. Outras marcas do projeto são as diferenças de nível para os acessos dos pedestres e dos ônibus, e a racionalização na divisão de funções dentro da planta circular do edifício.

As obras da rodoviária começaram em 1979, repare na foto que a av. Leste-Oeste ainda está em construção










A estrutura metálica foi a principal alteração, que fez com que Niemeyer não reconhecesse mais o projeto











A obra foi inaugurada em 1988, na gestão do ex-prefeito Wílson Moreira










A rodoviária transformou-se em um importante marco na paisagem da cidade, principalmente em fotografias aéreas









Fotos de autores desconhecidos.

domingo, 25 de julho de 2010

Descontraindo... (ditados populares)

Mais uma vez, o blog irá descontrair com um post fora dos assuntos propostos. Recebi um e-mail há uns dias e achei interessante, é até engraçado os erros que cometemos com alguns ditados populares muito comuns. Leia e aprenda a falar direito também... ;-)
  • "Hoje é domingo, pé de cachimbo..." - eu ficava imaginando como seria um pé de cachimbo? Mas o correto é: "Hoje é domingo, pede cachimbo..." - domingo é um dia especial para relaxar e fumar um cachimbo ao invés do tradicional cigarro (para aqueles que fumam, claro...);
  • No popular se diz: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho-carpinteiro..." - a grande dúvida de muitos: mas que bicho é esse que é carpinteiro, um bicho pode ser carpinteiro? O correto é: "Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro..."
  • Essa não só todo mundo falava, como cantava também: "Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão." - enquanto o correto é: "Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão." - se a batata é uma raiz, ou seja, nasce enterrada, como ela se esparrama pelo chão se ela está embaixo dele?
  • Outro erro muito comum: "Cor de burro quando foge!" - e o correto é: "Corro de burro quando foge!" - esse foi o pior de todos! Burro muda de cor quando foge? Qual cor ele fica? Porque ele muda de cor?
  • Outra muito comum também: "Quem tem boca, vai a Roma." - esse eu entendia, de um modo errado, mas entendia! Pensava que quem sabia se comunicar ía a qualquer lugar, mas o correto é: "Quem tem boca, vaia Roma." - isso mesmo, do verbo "vaiar", quer dizer para as pessoas manifestarem os seus desejos e insatisfações com o governo, no caso, referia-se ao Império Romano, que dominou boa parte do mundo ocidental na antiguidade.
  • Outro que todo mundo diz errado, essa é clássica: "Cuspido e escarrado." - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é: "Esculpido em Carrara." - Carrara é um tipo de mármore, que os escultores do passado utilizaram muito para fazer suas famosas esculturas.
  • Mais um famoso... "Quem não tem cão, caça com gato." - entendia também, errado, mas entendia! Se não tem o cão para ajudar na caça, o gato ajuda! Tudo bem que o gato só faz o que quer, mas vai que o bicho tá de bom humor, né? O correto é: "Quem não tem cão, caça como gato." - ou seja, caça sozinho! Os gatos são animais independentes, mesmo os domésticos, fazem apenas o que querem.
Vai dizer que você falava corretamente algum desses??? No e-mail que recebi, disse que quem fez o texto era o prof. Pasquale, lembram dele? Aquele da TV Cultura do programa "Nossa língua portuguesa" e acho que ele teve um quadro no "Fantástico" na Rede Globo também.

(sic)

sábado, 24 de julho de 2010

Eleições 2010: pesquisas

Saiu ontem a primeira pesquisa para governador nesta eleição de 2010. Conforme eu havia comentado no post "Eleições 2010: Governador PR", houve um empate técnico. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos, vamos aos números:

Beto Richa (PSDB): 43% (com a margem de erro, entre 40 e 46%)

Osmar Dias (PDT): 38% (com a margem de erro, entre 35 e 41%)

O termo "empate técnico" é utilizado quando inclui a margem de erro, que faz oscilar o percentual dos candidatos, e se parte desses percentuais forem os mesmos, há um empate técnico. No caso dessa pesquisa, temos Beto e Osmar empatados entre 40 e 41%. Porém, esse percentual é o mínino do candidato tucano e o máximo do candidato pedetista. A pesquisa foi contratada pela RPC e foi feita pelo Instituto de Pesquisas Datafolha.

Um interlocutor disse para mim que Beto irá ganhar disparado em Londrina... Por quê?
  • Hauly está ao seu lado: mesmo perdendo as eleições de 2008 e 2009, Hauly foi o candidato com o maior tempo de exposição, aparecendo no 1º, 2º e 3º turnos;
  • Belinati está ao seu lado: por mais controverso que seja, Belinati ainda consegue muitos votos na cidade;
  • PT está do outro lado: todos sabem da enorme rejeição ao PT que Londrina tem, né? Em 2002, Londrina foi com 60% para o Serra e, em 2006, foi com mais de 80% para Alckmin;
  • Requião está do outro lado: esse também não é novidade que Londrina rejeita claramente o ex-governador;
  • Beto Richa é londrinense: mesmo isso não querendo dizer muita coisa em termos práticos, ainda há muitos bairristas na cidade que desejariam ver um governador pé-vermelho novamente;
  • José Richa era pai dele: o ex-prefeito de Londrina e ex-governador do Paraná ainda tem a preferência de muitos eleitores das antigas e o Beto também atrai a preferência do eleitorado mais jovem.
Ou seja, e Osmar?
  • PT está ao seu lado: não vejo vantagem nisso em Londrina, os candidatos petistas daqui não conseguem alavancar uma eleição majoritária, apenas para o legislativo;
  • Requião está ao seu lado: mesmo com a enorme rejeição dele na cidade, ainda tem gente que gosta do jeito peculiar do ex-governador;
  • Barbosa está ao seu lado: o atual prefeito de Londrina venceu a eleição em 2009 no 3º turno, mas será que ele ainda consegue votos majoritários? Acredito que Barbosa esteja enfrentando os problemas abandonados há muito tempo de frente e acho muito bom isso. Porém, está fazendo isso de uma forma muito rápida e sem discussão com a sociedade, o que está irritando muita gente;
  • Belinati está do outro lado: corrupção, processos, crimes, etc... ainda há pessoas que não compactuam com esse tipo, mesmo que seja só para aproveitar a popularidade;
  • Álvaro Dias é seu irmão: mesmo o senador tucano tendo a base eleitoral em Londrina, como disse, ele é tucano! Provavelmente, irá para o outro lado atuar nos bastidores... ou não?
Enfim, apenas uma breve análise do que EU acho para essa eleição até o momento, considerando apenas a situação de Londrina - segundo maior colégio eleitoral do estado. Mas, vamos ver o que acontece no decorrer do tempo, afinal, estamos acostumados com as reviravoltas que acontecem nas eleições do Paraná. Ah, e do festival de baixarias também...

As trocas de ofensas já começaram, os candidatos ficam tentando colar a imagem do Lerner um ao outro... oras, o Lerner já era desde 2002, vamos mudar o disco e discutir a "união pelo novo Paraná que queremos"?







Foto de Orlando Kissner.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Calçadão... saudades ou progresso?

Antes de começar este post, o blog Janela Londrinense pede 1 minuto de silêncio...

1... 2... 3... 60!

Londrina está mais uma vez enterrando sua história... Infelizmente, o famoso e belíssimo desenho do nosso Calçadão está sumindo e dando lugar a uma solução mal resolvida e de gosto muito peculiar, pra não dizer ridícula.

É ridícula em virtude da justificativa esfarrapada dada pelos urbanistas da Prefeitura: "um piso que reflete os povos de Londrina, a cor cinza pelos europeus, a vermelha pelos índios e a amarela pelos orientais!" - O QUÊ??? Tiveram a co-ra-gem e a fal-ta-de-ver-go-nha-na-ca-ra de falar ISSO??? São essas cores porque é as que o fabricante de paver faz, oras!!! Paver é o nome daquele piso novo e o fabricante faz outras cores também, mas essas são as mais comuns.

O projeto do Calçadão da av. Paraná é do escritório do Arquiteto e Urbanista Jaime Lerner (aquele que foi ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná), repare que as antigas luminárias também foram eliminadas








Desculpem o meu excesso de indignação no parágrafo anterior e o drama no começo do post, mas como arquiteto e urbanista que sou não posso admitir um urbanista que passou por um con-cur-so pú-bli-co dizer que a escolha de um material foi com essa justificativa... Na faculdade de Arquitetura e Urbanismo aprendemos uma coisa chamada conceito e partido, que fundamentam os nossos projetos e exercitam a nossa criatividade de uma forma mais clara e responsável com o cliente e com a sociedade. Conceito neste caso seria o quê? "Vamos fazer uma referência aos povos que já ocuparam Londrina!" - e partido seria a solução propriamente dita: "Olha, vi que o fabricante possui essas cores de piso, vamos fazer uma referência aos povos com as cores! E que tal manter o padrão do desenho anterior nessas cores?" - só que no caso do Calçadão, eles optaram pelo piso primeiro e depois inventaram o conceito.

O Calçadão é projeto de 1977, foi o primeiro Calçadão do interior do país e o segundo do Paraná (Curitiba possui o primeiro Calçadão do Brasil), o novo piso não foi feliz ao desrespeitar a história de Londrina, apenas o trecho entre a r. Hugo Cabral e r. Pernambuco foi reformado até agora

















NÉ? Qual o mal aqui? Está apagando a história da cidade por uma justificativa pobre e sem conteúdo. Era melhor dizer que escolheu aquele piso porque quis e ponto final. A questão aqui é muito maior do que apenas uma troca de piso para melhorar a acessibilidade, é a de que o desenho do Calçadão reforça uma imagem do Centro da cidade há mais de 30 anos e já está consolidado na identidade do londrinense com aquela área, o que torna esse padrão como um forte apego emocional dos cidadãos.

O novo desenho não dá pra enxergar o padrão anterior, eles tentaram reproduzir o mesmo padrão com as cores do paver, mas ficou quase impossível de ver. Isso faz com que o nosso Calçadão seja apenas um mero passeio público como qualquer outro em várias cidades do mundo. Nada reforça uma imagem que possa fazer com que o público que utiliza o Calçadão se identifique com aquele espaço e transforme-o em um referencial de identidade do cidadão com a cidade e, assim, a população passaria a admirar e a cuidar daquela área como pertencente a si, afinal, é da população e não de meia dúzia de pessoas da Prefeitura (tudo isso que falei aqui é de um estudo urbanístico muito respeitado no mundo todo que gerou no livro "A imagem da cidade" de Kevin Lynch, nos EUA).

Calçada de concreto margeando as edificações com o piso tátil, o novo piso de paver não evoca uma imagem que possa gerar identidade do cidadão com o local










Isso que nem entrei ainda no mérito da questão do projeto em si, apenas comentei sobre o desastre que eles estão cometendo na história da cidade. Mas para não passar em branco... por que fizeram a fonte que esguicha água da rés-do-chão e a esconderam com os vasos que sobraram do antigo projeto do Calçadão??? E bancos de concreto lisos? Sem nenhuma compensação na sua forma para melhorar o conforto do usuário??? E outra... o termo "revitalização" é errado, é uma "renovação" mesmo - sem ironias aqui, é apenas a classificação que arquitetos e urbanistas usam, há também os termos reuso, reconstrução, requalificação e readequação, e todos são para finalidades diferentes, "renovação" é demolir o antigo e fazer algo novo. E não estão lembrando também de outro símbolo que está sendo apagado: as luminárias em formato de araucárias... #fail

A intenção da fonte é interessante como elemento escultórico em movimento, mas por que escondê-la com os vasos que sobraram???











Só pra não dizer que eu critico e não sugiro, eu faria o seguinte: já que a Prefeitura está disposta a trocar todo o piso, eu retiraria todo o petit-pavet atual, que está mal assentado (por isso fica soltando as pedras), e reassentaria corretamente, porém, margeando as edificações, eu faria uma faixa do piso em paver para atender a acessibilidade das normas técnicas atuais e seria com uma cor neutra para não competir com o desenho das pedras portuguesas (contextualizando... pedra portuguesa é a pedra em si, petit-pavet é o nome dado ao trabalho gráfico com as pedras portuguesas). Assim, estaria modernizando o Calçadão e mantendo a história e a imagem dele com Londrina. E só isso, por enquanto, para não entrar em outros detalhes técnicos, como a drenagem das águas pluviais, compactação do solo, fiação, etc...

Novos bancos sem ergonomia e desconfortáveis













Embora simples, os antigos bancos são mais ergonômicos














Felizmente, após muitos protestos da sociedade e do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) e alguns tímidos do CEAL (Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina) e da UEL, a Prefeitura optou por manter o petit-pavet no trecho do Calçadão entre a av. Rio de Janeiro e r. Minas Gerais. Tomaram essa decisão porque neste trecho está o Teatro Ouro Verde, que é um patrimônio histórico de Londrina tombado (ver post "Você sabia? (Teatro Ouro Verde)"), assim, estão dando continuidade a preservação histórica daquela área.

Retirada de quiosques para começar as obras nos outros trechos, essa polêmica merece outro post... a Prefeitura pretende terminar as obras do próximo trecho entre a r. Pernambuco e r. João Cândido até o fim deste ano






O desenho do piso é de autoria do Arquiteto Hely Brêtas, no futuro só será possível admirá-lo no trecho entre a av. Rio de Janeiro e a r. Minas Gerais











Fotos do autor.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um suspiro para o Bosque...

Em 2008, uma cena deixou os urbanistas da cidade mais animados. Era a retirada dos portões do Bosque Mal. Cândido Rondon, o bosque central. Esta semana, li outra notícia que deixará ainda mais extasiados os urbanistas de plantão: vão retirar todas as grades do bosque já nessa semana!

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) já podou várias árvores para espantar os pombos dali e, agora, irá limpar todo o mato e higienizar o chão das fezes dos pombos, eliminando o mau cheiro. A Secretaria de Obras irá arrumar as calçadas internas, danificadas pelo abandono, e tirar as grades. A novíssima Secretaria de Defesa Social já instalou lá um posto 24h da recém formada Guarda Municipal. Será que estamos vendo o nosso bosque voltar aos seus tempos de glória no passado?

Retirada de grades no bosque, foto de Roberto Custódio













As grades não transmitiam segurança, pelo contrário, transformavam o bosque em uma terra de ninguém. As pessoas que passavam na rua viam delinquentes usando drogas e outros pervertidos praticando sexo lá dentro, mesmo que conseguissem chamar a polícia, nada podia ser feito... afinal, eles estavam protegidos pelas grades e até a polícia conseguir entrar, já dariam um jeito de fugir dali.

Falei que os urbanistas iriam gostar da notícia porque estudamos na faculdade vários casos pelo mundo de cidades que gradearam seus parques e praças... e em nada adiantou. Pelo contrário, piorava a situação deles justamente pelo fato de estar gradeado, restringindo o uso e o acesso das pessoas. Alguma semelhança com o nosso bosque? Toda, né... Após o gradeamento do bosque e a mudança do terminal de ônibus que tinha ali dentro, o espaço foi caindo em desuso e até a própria Prefeitura abandonou a área deixando a natureza crescer livremente com o mato alto e as aves dominando tudo. Sim, aves! Não são só pombos os habitantes do bosque, temos também galos e galinhas. A instalação do Zerinho ajudou, mas os pombos atrapalham a permanência das pessoas ali.

Acho que isso é uma luz no fim do túnel que mostra o potencial da cidade em recuperar suas áreas antigas e com tanto valor na memória do londrinense. O bosque merece esse respeito pela importância que ele tem na nossa história. Segundo alguns historiadores, ele era uma área que a CTNP (Cia. de Terras Norte do Paraná) deixou ali no Centro para atrair compradores de lotes, mostrando a fertilidade da "terra roxa", com as suas centenárias perobas e figueiras. Porém, há algumas lendas também... Toda a vegetação do bosque não está lá desde a época de Cabral, como alguns dizem. Fotos antigas do bosque o mostram quase pelado!

Zerinho no meio do bosque, novos tempos... foto de Fábio Barros













Porém, agora a Prefeitura precisa fazer um projeto de revitalização e requalificação do bosque! Tudo isso que foi citado até aqui é apenas o início para recuperarmos o uso e o fácil acesso ao local. Agora, precisamos reivindicar um projeto paisagístico e urbanístico para a área a fim de torná-la valorizada e intensificar a sua utilização junto à população. O bosque corresponde a 2 quadras do Centro, possui muito potencial para se transformar em uma grande área de lazer em plena região central de Londrina. E, por favor, nada de grades!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eleições 2010: alianças estranhas

Estranhas algumas alianças que se formaram no Paraná... Mais estranhas ainda para nós, londrinenses, que vivenciamos uma eleição inusitada em 2008, que se estendeu para 2009.

Contextualizando... Em 2008, tivemos eleições municipais em dois turnos, foram para o 2º turno Belinati (PP) e Hauly (PSDB). Barbosa (PDT) ficou em terceiro lugar. Porém, após Belinati ser eleito com 51%, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considerou a candidatura dele impugnada! O que fez com que houvesse um novo 2º turno - apelidado de 3º turno - entre Hauly e Barbosa. No 2º turno, PDT de Osmar Dias, PMDB de Requião e Cheida, e até o PT se uniram para que o candidato do PSDB, Hauly, vencesse o ex-prefeito Belinati, acusado em vários processos de corrupção e cassado pela Câmara Municipal em 2000. Porém, Barbosa foi contra o seu partido e se uniu a Belinati. No 3º turno, PMDB foi com Hauly, o PP de Belinati foi com Barbosa e o PT ficou neutro.

Essa eleição envolveu gente de peso de todo o estado, afinal, estavam todos de olho nas eleições de 2010 e Londrina é o segundo maior colégio eleitoral do Paraná. Beto Richa e Álvaro Dias (ambos do PSDB) apareciam toda hora na campanha do Hauly, até José Serra e Geraldo Alckmin, que nem são daqui, apareceram também. Já a campanha do Barbosa tinha Belinati e Ricardo Barros (ambos do PP), que articulavam nos bastidores, e Osmar Dias, que apoiou Hauly no 2º turno, voltou a dar apoio discreto ao companheiro de partido. A presença de Belinati no mesmo apoio fez com que Osmar ficasse quase que neutro, pois ele, teoricamente, repugnava-o como mau exemplo no 2º turno.

Agora, vamos analisar o quadro eleitoral ao governo estadual. O PP de Belinati e Ricardo Barros está com o PSDB de Beto Richa, que concorre ao cargo de governador (ver post "Eleições 2010: Governador do PR"). Álvaro Dias não concorre neste ano porque seu mandato como senador vencerá apenas em 2014 e ele não quer se envolver em uma disputa contra o irmão. O PMDB de Requião, que concorre a senador, e o PT estão com o PDT de Osmar Dias, que concorre a governador também.

Ou seja, vamos tirar os personagens de fora da cidade e ver como ficou o quadro só com os políticos daqui:
  • de um lado temos Belinati e Hauly juntos... eternos adversários em eleições municipais de Londrina, Hauly e Belinati já se enfrentaram em três eleições e em duas foram juntos para o 2º turno.
  • do outro lado temos Nedson, Cheida e Barbosa unidos... estranho, não?

É... na política vemos cada coisa e os políticos têm que engolir cada sapo. Coitadinhos deles, né...

Beto e Osmar, vale tudo para vencer uma eleição... princípios éticos e morais já eram há muito tempo... foto de autor desconhecido









A campanha em torno de Beto Richa chamou o senador Flávio Arns (PSDB) para vice e pretende eleger o dep. federal Gustavo Fruet (PSDB) ao cargo de senador e se uniu ao PP para eleger o dep. federal Ricardo Barros também ao Senado - neste ano serão eleitas duas vagas por estado. Ah, Flávio Arns era do PT, quando foi eleito em 2002, mas saiu do partido por justa causa quando o presidente Lula mandou os senadores do PT votarem contra o afastamento de José Sarney (PMDB) da presidência do Senado. Sarney era acusado de vários processos de decoro parlamentar e outras irregularidades. O Gustavo Fruet tem base em Curitiba e foi o deputado federal mais votado nas últimas eleições. O Ricardo Barros tem base em Maringá e é aquele que articulou as campanhas do Belinati, em 2008, e do Barbosa, em 2009, ambas contra o PSDB de Hauly.

Já a campanha de Osmar Dias pretende eleger Requião ao senado. Estranha outra coisa aqui... Osmar e Requião foram rivais em 2006, sendo que Osmar perdeu apenas por 10 mil votos em todo o estado e todo mundo viu que Requião ficou nada feliz no dia seguinte quando deu entrevistas. Lembrando também que mesmo o Osmar tendo Barbosa ao seu lado, Londrina possui uma enorme rejeição ao Requião.

Olhando o panorama nacional, temos José Serra com palanque forte por Beto Richa e Dilma Rousseff com palanque desunido por Osmar Dias. Por que desunido? É que o PMDB no estado não está 100% na campanha de Osmar... Como assim? Normal isso acontecer dentro do PMDB, o partido é notoriamente conhecido em todo o país como plural, ou seja, há várias ramificações dentro de si que apóiam outros interesses. Por exemplo, o vice da Dilma é Michel Temer, do PMDB, mas em Pernambuco, o candidato ao governo de lá é Jarbas Vasconcelos, também do PMDB, mas estará apoiando o Serra.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Corredores de ônibus no Centro...

Londrina finalmente conta com corredores de ônibus. Há 2, por enquanto, na cidade. Um foi implantado há alguns meses atrás e o outro ontem. O primeiro fica na r. João Cândido e o segundo na r. Duque de Caxias, eles cruzam todo o Centro da cidade. Como todo obra urbanística, houve polêmicas... as pessoas precisam entender que há um bem maior por trás quando se vive em uma sociedade, não podem ficar olhando apenas para o próprio umbigo.

Antes de falar das polêmicas, preciso contextualizar o leitor... para instalar os corredores, a Prefeitura teve que adaptar as vias da seguinte forma: atualmente, a caixa de rodagem, ou leito carroçável, das ruas no Centro de Londrina é de 9m, sendo 2m de faixa de estacionamento em um dos lados da via e os outros 7m divididos igualitariamente em 2 faixas de rodagem. Assim, eliminou-se a faixa de estacionamento e dividiu a via em 3 faixas de rodagem, sendo cada uma delas com 3m de largura. Percebeu a polêmica, né? Comentarei mais sobre o caso da r. João Cândido porque foi o primeiro implantado...

Corredor de ônibus da r. João Cândido, pode chamar também de faixa exclusiva para ônibus, foto de Auber Silva











Os comerciantes ficaram com os cabelos em pé porque perderam as vagas de estacionamento na rua! Oras, mas a Prefeitura não exige que os comerciantes tenham vagas de estacionamento em seus lotes ou que façam convênio com estacionamentos privados não distantes mais que 100m? Isso é exigência da Secretaria de Fazenda para expedição do alvará de funcionamento. Ou seja, andaram fazendo vista grossa por aí... Mas nem entrarei nesse mérito porque daria outro post enorme...

Outra queixa constante entre as pessoas é que, como a rua ganhou fluidez com o aumento de uma faixa de rodagem, os carros estão aumentando demais a velocidade. Embora isso seja ruim para os pedestres, segundo dados da CMTU, os ônibus que utilizam o corredor da r. João Cândido estão economizando 10 minutos no percurso deles. E mesmo o motorista comum percebe que o trânsito está fluindo melhor - eu mesmo evitava passar por ali no horário de pico, mas agora sempre utilizo quando preciso cruzar o Centro. Recentemente, publicaram no JL uma carta de um leitor que sugeriu que a Prefeitura fizesse floreiras ao longo dessas ruas, a pessoa sugeriu isso para melhorar o aspecto árido que essas vias ficaram após a retirada das vagas de estacionamento e, principalmente, porque funcionariam também como barreiras de segurança para os pedestres.

E outro ponto polêmico: NÃO pode mais fazer conversão à direita da r. João Cândido para a r. Benjamin Constant! Há várias placas sinalizando ali... Tal medida é para não gerar congestionamentos de veículos comuns logo na entrada do Terminal Central. Mas centenas de motoristas já foram multados... faltou mais campanha e tempo de adaptação... #fail

Ah, o corredor de ônibus da r. João Cândido é manco... no trecho da quadra do Calçadão, o corredor é interrompido porque as calçadas nas imediações do Calçadão são mais largas. Mais uma vez... Que tal fazer direito a coisa, NÉ? #fail

Outra sugestão importante é que ônibus são veículos pesados e asfalto é matéria deformável, logo, o asfalto desses corredores estará uma marola no futuro... Corredores de ônibus precisam ser feito com concreto armado para não haver a necessidade de ter que refazer o asfalto toda hora. Já que refizeram o asfalto da r. Duque de Caxias anteriormente e sabiam que íam implantar o corredor ali, por quê já não fizeram direito? #ficaadica

Instalação de sinalização no corredor da r. Duque de Caxias, que já está em funcionamento (detalhe para a poluição visual aqui, ainda bem que agora temos a Lei Cidade Limpa), foto de Luiz Jacobs








Vale lembrar aqui também que táxis com passageiros podem utilizar os corredores e que os motoristas que necessitam fazer conversões à direita também podem acessar o corredor, mas apenas a 20m da esquina, só seguir pelos olhos-de-gato instalados no chão. Os horários de funcionamento são de segunda à sexta-feira, das 7h00 às 19h00, aos sábados das 7h00 às 14h00 e aos domingos e feriados é livre a circulação. Após o horário de funcionamento, é livre também a circulação e o estacionamento de veículos comuns do lado esquerdo das vias.

Mas há realmente um problema aqui que é a carga e descarga dos estabelecimentos comerciais... ou não? Em São Paulo, SP, veículos de carga só podem operar em determinados horários no Centro, ou seja, nada impossível de se aplicar aqui também. Poderiam restringir veículos de carga e descarga aos horários que não funcionam os corredores, das 5h00 às 7h00 ou após às 19h00 até 21h00, por exemplo.

Os corredores de ônibus são tendências em várias cidades do mundo, mas nem é o corredor em si, é a valorização do transporte coletivo em detrimento do transporte individual.

Inúmeras cidades européias adotam o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) como alternativa complementar aos ônibus, que nada mais é que um bonde elétrico. Por ser mais leve e menor ao transportar várias pessoas em ruas estreitas, acaba sendo uma boa opção para cidades com regiões centrais já consolidadas. O planejamento de Londrina feito pelos ingleses, lá no começo do século, previa uma cidade para 80 mil habitantes, logo, estipulou que as ruas fossem diminuídas - até mesmo porque naquela época nem havia tanto carro como hoje. Assim, as ruas centrais são estreitas e os ônibus são grandes e pesados, quem sabe utilizar uma alternativa como o VLT para as ruas centrais fosse o mais indicado para a cidade?


VLT na Europa, uma boa opção não poluente para áreas consolidadas, com caminhos estabelecidos e velocidades controladas, foto de autor desconhecido









Há também a questão do monotrilho, que nada mais é que um bonde também e pode ser em cima de um trilho aéreo. Como assim? O monotrilho é meio que um metrô de superfície e pode andar fora do nível da rua, os seus trilhos são instalados em pequenos viadutos, como passarelas. É mais indicado para fazer o transporte de pessoas de zonas diferentes, grandes distâncias.


Monotrilho em cidade americana, ele não precisaria passar por dentro do Centro, mas poderia ligar as zonas da cidade pelos canteiros de importantes avenidas, como a av. Leste-Oeste e a av. 10 de dezembro, foto de autor desconhecido







Os sistemas de transporte são inúmeros, mas o mais importante aqui é aprender a conciliá-los em prol da mobilidade da população pela cidade. Não podemos fazê-los competir entre si, mas que um seja complementar ao outro. Por exemplo, em São Paulo, capital, algumas estações do metrô possuem estacionamento para que a pessoa saia de sua casa de carro, estacione na estação e pegue o metrô para andar grandes distâncias. Outras estações emprestam bicicletas para que você ande pequenas distâncias ao redor daquela estação ou pedale até outra estação.

Tudo isso é uma questão cultural também, dificilmente quem tem carro optará pelo transporte coletivo, mas com melhorias e mudanças nos sistemas de transporte é válido repensarmos os nossos modos de vida em um ambiente urbano.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Falha nossa... (texto editado)

É a primeira vez que eu faço isso no blog, mas, após quase 21 horas, eu resolvi editar um texto já publicado. Foi o post logo abaixo: "Lei Cidade Limpa: sim ou não?"

Não alterei o tema dele ou a posição exposta inicialmente, pelo contrário, eu acrescentei novos dados, como duas imagens e, ao final, nos questionamentos que eu proponho sobre a aprovação da Lei Cidade Limpa, coloquei outro item. Há até outros itens, mas selecionei os mais importantes...

Então, não é nada grave... apenas, tentei enriquecer o conteúdo exposto. Peço desculpas pela falha, mas é que quando publiquei o post, eu não me toquei da falta de imagens pois era um assunto já muito batido para mim há alguns anos, nem imaginei que precisasse exemplificar melhor para todos.

Sigam com o blog e vou ficar mais atento a isso, ok?

Lei Cidade Limpa: sim ou não?

Semana passada, foi aprovado, pela Câmara Municipal de Londrina, o projeto de Lei apelidado de "Cidade Limpa", que trata da padronização de letreiros e da regulamentação da propaganda externa na cidade, vulgo, os outdoors e backlights.

Vale conceituar alguns termos aqui antes de prosseguir com o post... letreiro indicativo refere-se à placa em frente a um estabelecimento comercial que indica a atividade ali instalada; publicidade externa refere-se a qualquer forma de propaganda fora do imóvel no qual ela está instalada.

A Lei apresentada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) era muito semelhante à irmã dela, a Lei Cidade Limpa de São Paulo, capital, projeto de autoria do prefeito Gilberto Kassab (DEM), cujo padrinho político é José Serra (PSDB). Porém, a Lei que foi aprovada aqui passou várias vezes pela Câmara e sofreu inúmeras alterações. Ela não irá proibir a propaganda externa como é a lei paulistana, apenas no quadrilátero central será proibido e outras regiões de Londrina continuarão a ter publicidade externa, mas mais controlada. E toda a cidade terá que regularizar os letreiros e tótens indicativos de lojas para os novos padrões. Alguns pontos da Lei:
  • O que é o quadrilátero central? Segundo a Lei, é a área entre a r. Jorge Casoni, av. JK, r. Fernando de Noronha e av. Leste-Oeste. Toda forma de publicidade externa está proibida nessa área.
  • O resto da cidade é permitido a publicidade externa desde que seja em terrenos vazios, limpos, com mureta e calçada. É liberada 2 propagandas a cada 110m e devem ser em estrutura metálica. No caso dos tótens, eles têm que ter no máximo 5m de altura e 1,5m² de área disponível para propaganda.
  • Toda a cidade terá que regularizar os seus letreiros indicativos para os novos padrões. Edificações com menos de 10m de fachada terão no máximo 1,5m² de área livre para letreiros; edificações maiores que 10m até 100m poderão usar 15% da área da fachada, mas o letreiro não pode ultrapassar 20m². No caso dos tótens, repete o mesmo para os de propaganda, porém se já houver um letreiro na fachada, a área para o tóten terá que ser a diferença da área que já está instalada na fachada menos o 1,5m² máximo permitido. Ou seja, ou coloca o tóten ou coloca o letreiro na fachada pois vai sobrar pouca área para os dois.
  • Empenas cegas de edifícios e muros não poderão mais ter pinturas com propagandas (muitos políticos não vão gostar dessa, né?). Essa parece ser válida para toda a cidade...
  • Praças, parques e fundos de vale estão proibidos de ter qualquer publicidade em toda a cidade também.

R. Sergipe com seus letreiros de lojas, toda a cidade terá que se adequar aos novos padrões de tamanho e retirar as estruturas ilegais, foto de Julio Bahr








Há outros pontos, mas esses são os mais importantes. A cidade terá 2 anos para se adaptar à Lei e haverá uma Câmara Técnica para analisar os casos mais polêmicos - e não faltarão casos pois a Lei não fala sobre quem fica dentro dos 110m! Como assim? Se houver um outdoor do seo Zé em uma esquina e dali 40m houver outro outdoor, quem sai? O que ela diz é que a empresa de publicidade precisa estar registrada corretamente na Prefeitura, então, quem está ilegal já estará fora. Diz também que se não houver acordo sobre quem fica, ambos terão que sair.

A lei paulistana, aplicada em 2007, enfrentou inúmeros processos no começo, mas em apenas 3 meses conseguiu derrubar todos e ganhar o aval do STF. Ou seja, ninguém mais lá pode chiar porque já foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal de que a Lei é constitucional. Mas e aqui? Teremos essa força que nem a capital paulista? Teremos fiscais severos que nem lá? Como a lei londrinense foi amplamente discutida com as entidades envolvidas, acredita-se que não teremos grandes problemas na implantação, mas... Sempre tem alguém chato, né? Ainda mais quando a Lei abre esse precedente que eu comentei no parágrafo anterior.

Av. Higienópolis e os inúmeros tótens, agora terão que ser redimensionados e alguns removidos, foto de Fábio Barros












Mas o importante aqui são outros questionamentos... O que está embutido nestas leis, tanto a paulistana como a londrinense, é que a Lei Cidade Limpa faz parte apenas de um parágrafo pertencente a um texto muito maior que é: qual a Paisagem Urbana que queremos para Londrina? Retirar outdoors e regulamentar letreiros é apenas uma ação que faz parte deste todo sobre que tipo de paisagem queremos para a nossa cidade e o que precisamos fazer para recuperá-la ou, por que não, criá-la?
  • Acho que muito além da Lei Cidade Limpa, devemos pensar também em preservação de nossa história, como quais elementos preservam a nossa cultura? E o nosso povo? O que está sendo feito pelo patrimônio arquitetônico e urbanístico de Londrina?
  • E a questão ambiental? Como estão sendo tratados os nossos mais de 50 fundos de vale? E os 3 parques, Mata dos Godoy, Parque Mr. Arthur Thomas e Parque Dr. Daisaku Ikeda? E as inúmeras praças e áreas de lazer, como o Zerão e o Buracão?
  • Cadê o nosso paisagismo urbano? Quais árvores queremos em nossas ruas? Quais espécies vegetais caracterizam nossa terra? Quais são mais adequadas para a região central? E para os bairros? O piso das calçadas também entra nesse item...
  • E o mobiliário urbano? Postes, bancos, quiosques, floreiras, lixeiras, semáforos, placas de trânsito, guarda-corpos, etc. Há um padrão? Podia ser feito um padrão? Por quê não padronizar?
  • Podemos questionar até mesmo o sistema viário... Não basta apenas criar vias para desafogar o fluxo, mas pensar no impacto que elas causam na paisagem de nossa cidade. Reportagens recentes no "SPTV", jornal local da Rede Globo para a capital paulista, mostraram várias reportagens sobre Seul, na Coréia do Sul, em que removeram importantes vias em prol da melhoria no aspecto da paisagem urbana na cidade.
Enfim... podemos ver que só nestes parágrafos gerariam outros inúmeros posts para publicar, mas é justamente este o tipo de discussão que a sociedade precisa levantar. Não são só outdoors e letreiros que estão na nossa paisagem urbana, estamos vendo apenas uma ponta do iceberg.

Uma das paisagens de Londrina, foto do autor

1.000 acessos!

Opa! O blog ultrapassou os 1000 acessos nesta noite!

Fico muito feliz com a visita e a participação de vocês, tanto nas votações como nos comentários. Só acho que poderiam comentar mais, vamos largar a timidez de lado, pode ser no anonimato também! :-)

Em 12 dias de existência, já publiquei 23 posts e os assuntos estão variando dentro da proposta do blog. Já atendi a sugestão de amigos pelo msn em 2 posts e queria deixar claro aqui que qualquer um pode sugerir temas também. ;-)

Para essa semana, posso adiantar que tenho prontos alguns posts com temas polêmicos, como a reforma do Calçadão, os corredores de ônibus, a aprovação da Lei Cidade Limpa e a falta de paisagismo urbanístico na cidade.

Novamente, agradeço a todos que acompanham e indicaram o blog nesse tempo! Vamos manter esta janela aberta a discussões para a nossa Londrina.

Boa leitura!

domingo, 18 de julho de 2010

Atenção! Novos radares em operação!

Atenção, motoristas! Luz amarela! Londrina possui novos radares em operação!

Mais 4 novos radares fixos começaram a funcionar no começo da semana, eles somam-se aos 14 que já operavam na cidade. Interessante lembrar aqui uma coisa: Londrina não possui radares de velocidade - embora muitas placas insistem em dizer que sim. A cidade possui apenas radares de semáforos - sinal, sinaleiro, farol, como preferir...

Os novos radares estão nos seguintes pontos:
  • av. 10 de dezembro X av. Portugal (próximo ao Parque Arthur Thomas)
  • av. JK X r. João Pessoa (em frente ao Colégio Portinari)
  • av. Rio Branco X av. Brasília (embaixo do viaduto)
  • av. Tiradentes X r. Gustavo Barroso (quase em frente ao Atacadão)
Só pra registrar, Londrina possui radares fixos também nesses outros pontos:
  • av. Tiradentes X av. Rio Branco
  • av. Tiradentes X r. Bauru (ao lado do Shopping Com-tour, em frente a TV Coroados)
  • av. JK X r. Uruguai (lá embaixo, antes de chegar na rotatória com a av. Santos Dumont)
  • av. JK X r. Alagoas (ao lado do Colégio Londrinense, ali é proibido fazer retorno e eu sempre vejo muitos motoristas fazendo...)
  • r. Goiás X r. Pernambuco
  • r. Goiás X r. Mato Grosso
  • r. Goiás X r. Brasil
  • r. Pernambuco X r. Espírito Santo (em frente ao Fisk)
  • av. 10 de dezembro X r. Tremembés
  • av. 10 de dezembro X r. Potiguares
  • av. 10 de dezembro X r. Santa Luzia (ou seja, todos os semáforos da avenida estão com radares)
  • r. Bahia X r. Rio Grande do Norte (logo depois de cruzar a av. Leste-Oeste)
  • av. Leste-Oeste X r. São Luís (em frente à 17ª Regional de Saúde)
  • av. Inglaterra X r. Finlândia (é o único semáforo da avenida)
* algumas ruas e avenidas em Londrina mudam de nome após o cruzamento com outras vias, por exemplo: a av. Tiradentes vira av. JK após cruzar a av. Rio Branco, a própria av. Rio Branco vira av. Winston Churchill após o viaduto da av. Brasília (que é a BR-369), a r. São Luiz vira r. Itajaí após cruzar a av. Leste-Oeste e a r. Bahia é a r. João Cândido depois da av. Leste-Oeste também.

E, ao contrário do que muita gente pensa, os radares não multam entre às 23h00 e às 5h00. Essa medida é para evitar assaltos e outros crimes, porém, é sempre prudente antes de passar por um semáforo vermelho na madrugada, você parar e olhar se não está vindo carro mesmo, NÉ? E o mesmo vale até para o verde porque do mesmo jeito que tem gente que não pára no vermelho, muito menos irá parar no verde...

Há quem diga também que os radares são uma "indústria da multa". Eu acho essa uma das desculpas mais esfarrapadas que existem. Se você foi multado no radar é porque desobedeceu a legislação, oras! Dirija corretamente que você não será multado! #simplesassim

Vale lembrar também que no começo do ano, a CMTU (Cia. Municipal de Trânsito e Urbanização) alugou um radar móvel de velocidade e multou vários motoristas nas vias da cidade que possuem placa de fiscalização eletrônica, porém não se sabe quando está campanha voltará. Ou seja, não temos radares fixos de velocidade dentro da malha urbana de Londrina, mas é prudente respeitar os limites estabelecidos. Há radares de velocidade na BR-369, perto do Ceasa, e um na PR-445, perto da Kurica. Desconheço outros... Aquele perto da Cacique, em frente a concessionária Mercedes-Benz, não funciona.

Os radares fixos multam motoristas que não respeitam o sinal, fazem conversões proibidas e avanços sobre a faixa de pedestres.

Esta placa é um padrão da CMTU e avisa que há fiscalização eletrônica (vulgo, radar) de velocidade, mas não há radares de velocidade em Londrina




Esta que é a placa padrão da CMTU que avisa sobre os radares fixos, elas são instaladas 50m antes dos cruzamentos





 






Este é um dos radares do modelo antigo da CMTU

Este é o modelo dos novos radares, maior e mais visível para os motoristas













Fotos do autor.

sábado, 17 de julho de 2010

Você sabia? (OSUEL)

"Senhoras e senhores... com vocês, a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina, a OSUEL!"

Ela já ouviu esta apresentação inúmeras vezes, pode-se dizer centenas, quiçá, milhares! Assim, o quarto post da seção "Você sabia?" será dedicado a OSUEL, um patrimônio cultural de Londrina e do Paraná, afinal, é a primeira orquestra sinfônica do estado.

Criada em 1984, na gestão do ex-reitor Marco Antonio Fiori, é formada por músicos contratados através de concurso e teve o seu início sob a regência do Maestro Othônio Benvenuto. Passaram por seus cuidados também os maestros José Eduardo Gramani, Cláudia Feres, Norton Morozowicz, Evgueni Ratchev, Wagner Polistchuk, Martin Tuksa, Henrique Vieira e Elena Herrera.

Sempre busca em seu repertório aliar os grandes compositores da música erudita européia com os da música brasileira. Marca presença no Teatro Ouro Verde (ver post "Você sabia? (Teatro Ouro Verde)") com concertos regulares na sua programação - você pode acompanhar a agenda pelo blog da Casa de Cultura da UEL. Realiza também os "Concertos Didáticos", projeto educacional com aulas-concertos na rede de ensino da cidade, despertando o interesse dos mais jovens pela música de concerto. E, novamente, ela é a vedete do FML (ver post "Senhoras e senhores... o FML começou!").

Vida longa à OSUEL!

Concerto dos 25 anos da OSUEL no Teatro Ouro Verde, em 2009












Foto de autor desconhecido.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Algo não está cheirando bem!"

Meio que parafraseando a frase do secretário de meio ambiente do jogo para computador Simcity, que simula o desenvolvimento de uma cidade, começo o título deste post. O assunto pode desagradar alguns por se tratar de um assunto sujo, nojento, asqueroso, mas que todo mundo é responsável por ser assim, afinal, todos nós produzimos e jogamos lixo (achou que eu ía falar de políticos, né?). Vamos por partes...

Londrina é a cidade que mais recicla no país, segundo a Prefeitura e outros órgãos nacionais. Curitiba é a cidade em que a população mais recicla no país. Como assim? Londrina tem o lixo mais reciclado, Curitiba tem a população que mais recicla. Algo em torno de 25% do lixo da nossa cidade é reciclado. Parabéns! Porém, a realidade é mais suja do que parece, com o perdão do trocadilho...

Catadores separando o lixo em uma das ONGs espalhadas pela cidade, pouca ajuda da Prefeitura













Por várias vezes, a Prefeitura precisa negociar com as centrais de reciclagem, que são ONGs em muitos casos, e manter o sistema funcionando, vulgo, a Prefeitura ajuda nas despesas porque a reciclagem não tá dando lucro. Acho válido o Poder Público ajudar a manter o sistema, afinal, esse lixo iria para o lixão e saneamento também é isso, logo, responsabilidade do governo... ou não. Afinal, pode-se terceirizar tudo isso para empresas, mas prefere ajudar os catadores da cidade, distribuindo a renda.

Pátio da Sonoco, empresa que compra papelão das centrais de reciclagem em Londrina









Depósito de uma das ONGs de reciclados da cidade














Temos também outros entraves, como a Usina de Compostagem. Ela foi adquirida no governo do Cheida, lá no começo da década de 90, e apenas agora será ativada. E, melhor ainda, será em conjunto com o novo aterro controlado da cidade, que será terceirizado! Olha que coisa, né? O prefeito anterior buscou no lixo uma solução social e vira-e-mexe a cidade sofre com a paralisação dos catadores, o atual prefeito já terceirizou mais da metade do descarte de lixo na cidade. Como assim?

O novo aterro da cidade chamará Central de Tratamento de Resíduos (CTR) e será responsável pela seleção e descarte de tudo que é produzido em Londrina. O que é matéria orgânica será transformado em adubo na Usina de Compostagem, o que é reciclável será destinado às centrais de reciclagem e somente o que é descartável será depositado no aterro controlado, que capta o chorume, impermeabiliza o solo, controla o metano, etc. Finalmente, Londrina poderá dizer que tem um aterro controlado porque aquilo lá no final da pista do aeroporto é um lixão com todas as letras (e urubus, e gaivotas, e ratos...). Previsão é de estar pronto pra agosto, mas as obras estão atrasadas...

Lixão atual de Londrina, prazo para ser fechado é em setembro deste ano, Prefeitura pretende transformar a área em um parque












No início de 2008, na gestão passada, o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) interditou o lixão de entulhos da cidade, que ficava em uma pedreira na Zona Leste, ao lado do Grêmio Londrinense. Assim, aonde as empresas de caçambas poderiam depositar o entulho das obras da cidade? Foi aí que surgiu uma empresa ambientalmente responsável, a Kurica Seleta Ambiental (olha outra terceirização aqui e em um governo do PT!). Esta empresa processa todo o entulho depositado lá, reciclando-o novamente para a construção civil. Lógico que nem tudo é aproveitado e o material que sai de lá reciclado não pode ser usado em toda a construção civil por oferecer menor resistência, mas é um aproveitamento bom que se faz.

O engraçado aqui é que para depositar o entulho lá, você paga uma taxa! Ou seja, a empresa recebe a matéria-prima dela de graça e ainda recebe $$$ por isso! Depois ela vende o produto que ela faz e ganha mais $$$ e ainda é ambientalmente responsável!!! É o sonho de todo empresário!

Temos também um aterro só para o depósito de galhos e matos, matérias vegetais. Não há muito o que falar aqui, seria mais uma sugestão de aproveitar essa folhagem para a criação de adubo, mas dizem que o manejo disso é pouco aproveitado considerando o volume das matérias. Nos EUA, eles trituram todos os galhos e utilizam a serragem para fazer madeira industrializada, os famosos MDFs e compensados da vida. Logicamente também oferecem menor resistência, mas é uma boa solução. #ficaadica

Podas de árvores e limpeza de terrenos possuem destino certo em Londrina, só poderiam aproveitar melhor esses resíduos

















Outra curiosidade são os ecopontos na cidade. Eles são pequenos terrenos espalhados pela cidade em 5 espaços, que se destinam ao descarte de entulho do pequeno gerador, pessoas comuns ou carroceiros. Após um tempo, a CMTU vai e limpa o terreno. Porém, os ecopontos causaram polêmica e ainda causam, pois é recente a instalação deles na cidade. A Prefeitura escolheu terrenos vizinhos a residências, logo, os moradores não gostaram nada da idéia. Os ecopontos surgiram para evitar que estes entulhos fossem parar em fundos de vale e outros espaços públicos, o que é muito louvável e eficiente a idéia, mas faltou bom senso na hora de escolher os locais... #fail

Despejo irregular em apenas um dos mais de 50 fundos de vale no perímetro urbano, a Prefeitura espera que, com os ecopontos, cenas como essas acabem na cidade









Parece ótimo o cenário, né? Cidade que mais recicla o seu lixo doméstico no país, implantação da usina de compostagem para aumentar ainda mais esse percentual, em conjunto, novo aterro sanitário controlado sem descarte irregular do chorume e controle do metano, usina de reciclagem de entulhos da construção civil já em operação, aterro de matérias vegetais, ecopontos... Porém, há um grave problema aqui... O que fazer com o descarte de materiais com metais pesados, vulgo, pilhas e baterias?

Durante anos, despejo de metais pesados também ocorreu no atual lixão













Isso ainda está no ar, ou melhor, na terra (perdão novamente pelo trocadilho...) e a população continua a descartá-los no lixo comum sem controle algum... O CTR separará este lixo, mas ainda não há orientação sobre como a população poderia proceder para não contaminar todo o lixo doméstico antes de chegar até o aterro controlado. Falta informação e postos de coleta...

A Lei federal diz que todos os fabricantes destes produtos devem recolhê-los, mas ninguém também fiscaliza essas empresas para exigir o cumprimento da Lei... Até onde eu sei, apenas o Super Muffato faz esta coleta nas suas 7 lojas em Londrina, mas só de pilhas. As baterias, algumas lojas de celular fazem a coleta, mas não são muito receptivos. A população precisa de orientação! Enquanto isso, o nosso solo e, pior ainda, o lençol freático estão sujeitos ao contamínio de mercúrio, cádmio, chumbo, lítio, níquel, etc...

Fotos de autores desconhecidos.